Kuzushi – O princípio do desequilíbrio

O Judô é uma arte complexa e possui vários pontos importantes de aprendizado e aperfeiçoamento contudo, se pudermos eleger um princípio que valida todos os outros, este seria o domínio do próprio equilíbrio e desequilíbrio do adversário.

Acredito que ninguém melhor que o próprio mestre Kano para explicar tal princípio:

” Usar a força do modo mais eficiente é fundamental para tirar o equilíbrio do oponente. De acordo com o princípio da dinâmica, ele fica então vulnerável e pode ser derrubado com um mínimo de esforço. O ato de desequilibrar o oponente se chama kuzushi. Tendo como referência a postura natural básica, o kuzushi tem oito formas, como ilustrado aqui.

A base do kuzushi consiste em empurrar e puxar, movimentos que são feitos não só com os braços, mas com todo o corpo. Em geral esses movimentos envolvem mais coisas além de puxar e empurrar. Por exemplo, você também pode puxar e soltar, empurrar e soltar, ou empurrar e depois puxar, ou puxar e depois empurrar. O kuzushi pode ser feito tanto em linhas curvas como em retas e em todas as direções. É indispensável você aprender todas as oito formas básicas e usá-las em combinações a fim de efetuar as técnicas fundamentais do judô.

Para evitar que seu oponente o desequilibre, você deve ceder e depois aplicar seu prório kuzushi. Quando for empurrado, deixe-se levar pela força do empurrão, mas mantendo seu equilíbrio, e depois puxe. Isso fará com que seu oponente perca o equilíbrio. E quando for puxado, empurre.” (Judo Kodokan, por Jigoro Kano)

Uma boa semana a todos!

Princípios e Metas do Judô

Acredito que todos necessitamos de Princípios e Metas. Ambos se complementam sem concorrência e contribuem para o mútuo fortalecimento. O Judô não é diferente.

A empatia pelo esporte é essencial para sua prática, e a enorme gama de opções nos propicia conforto na hora da escolha. Então por que eu deveria optar pela prática do judô?

A maioria dos esportes tem em seus princípios a prática competitiva. Seus objetivos originais não eram o de promover um desenvolvimento físico equilibrado e uma boa saúde. (Jigoro Kano)

Resumindo, a prática de esportes não é educação física. O Judô foi criado levando-se em consideração as reflexões de Kano sobre dois princípios fundamentais na prática da educação física: “Qual é o objetivo da educação física? […] é tornar o corpo forte e saudável, e, ao mesmo tempo, formar o caráter através da disciplina mental e moral.”

A pedido dos meus alunos e de amigos, resolvi começar a escrever sobre os princípios básicos do judô. Sei que a maioria dos praticantes quer dicas de técnicas, preparo físico ou táticas para melhor vencer uma luta, prometo que chegaremos lá.

Para que a atividade seja interessante e útil, ela deve se basear no princípio do uso eficiente das energias mental e física.

Por ora, falarei dos aspectos mais fundamentais que compõem o caminho da suavidade; desde os motivos de sua criação, a filosofia e princípios que o embasam e finalmente às técnicas que exercitam toda a teoria.

Antes que elas cresçam

Enquanto lia o livro sobre o qual falei a respeito no post anterior (Jogos de Combate), tive o prazer de me deliciar com o texto de autoria de Affonso Romano de Sant´Anna, que tomei a liberdade de transcrever logo abaixo.

Bom proveito!

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os
disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como
redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e
inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os
lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era
impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Dizem que aprendemos a ser filhos quando somos pais, e pais quando somos avós.

Do jujutsu ao judô – por Jigoro Kano

Na juventude, eu era um pouco irritadiço e às vezes apresentava um temperamento esquentado. No entanto, depois de alguns anos treinando jujutsu, achei que minha saúde tinha melhorado.Tinha ficado mais calmo e consequentemente tinha maior autocontrole. Também concluí que o mesmo espírito era necessário para triunfar numa luta de vida ou morte contra um inimigo no campo de batalha, o que pode semelhantemente ser aplicado ao esforço para vencer as dificuldades que nós muitas vezes temos de encarar na vida cotidiana. O treinamento necessário para adquirir competência e habilidades de luta que possibilitem a derrota de um inimigo numa batalha de certa forma também é valioso para a formação do intelecto. A maioria das técnicas tradicionais de jujutsu foi criada somente para mutilar ou matar o inimigo e não trazem de forma alguma nada de positivo moral, intelectual nem fisicamente. No entanto, concluí depois de modificações que muitas dessas técnicas de jujutsu poderiam ser executadas de maneiras menos perigosas; poderiam ter uma natureza prática para o cotidiano da vida moderna, ter valor como exercício físico e ajudar no desenvolvimento das faculdades mentais.

Além dos estilos Tenjin Shinyo e Kito, estudei técnicas de outras escolas de jujutsu. Também descobri que o treinamento das artes marciais pode ser utilizado como uma potente força na busca do autoaperfeiçoamento. A partir dessa variedade de estilos de jujutsu, decidi adotar as técnicas mais eficazes e adicionar algumas novas ideias. Entretanto, para criar o judô, formei meu próprio sistema de treinamento físico e mental. Ocorreu-me também que eu não devia guardar esse conhecimento apenas comigo, mas que devia ensiná-lo a outros, por todo o mundo.

Na época, havia no país relativemente muita gente interessada em diversas artes marciais. No entanto, muitos tem aversão em viver no passado e acham que é melhor desistir  de praticar atividades tão ultrapassadas como as artes marciais. Assim, as artes marciais começaram a perder a popularidadeque tinham anteriormente, sobretudo os estilos de jujutsu que não utilizam armas. Procurando reverter a queda de seus rendimentos, alguns mestres de jujutsu começaram a promover encontros para exibições. Lançavam desafios aos lutadores de sumô e praticantes de outros estilos de jujutsu. A cobrança de ingresso dos espectadores ajudava a elevar seus salários. Desse modo, o mundo das artes marciais começou a ser transformado numa atividade do ramo do entretenimento. Com isso, o verdadeiro caráter dessas artes foi alterado e se degradou radicalmente. Até certo ponto, essa mudança de situação fez reduzir ainda mais a popularidade anterior do jujutsu como atividade participativa. Quando comecei a ensinar artes marciais com seriedade, não ensinava o jujutsu tradicional dessa maneira, mas como uma arte baseada em espiritualidade profunda e de longo alcance. Uma vez que o jujutsu caiu em grande descrédito, propositalmente não usei mais o termo jujutsu, achei melhor empregar outro nome, entre eles “judô Kodokan”.

O espírito essencial para triunfar numa luta é o que em grande parte determina o resultado e tem implicações importantes para a vida. No judô, ensina-se em primeiro lugar ao aluno o “dô” ou “caminho para viver a vida”, em outras palavras, um estilo de vida. Em seguida, ele aprende as técnicas de luta apropriadas para a prática do judô. Quando pensei em um nome ara essa nova atividade, propositadamente não o mudei completamente para manter o sentido de “ju”, que quer dizer maleável ou flexível, e acrescentei o “dô”, caminho ou modo de vida. Desse modo, o nome que escolhi foi judô.

A palavra “judô” na verdade tinha sido usada antes por um dos meus ex-mestre de jujutsu. Além disso, também fora empregada durante uma época pela conhecida escola Jikishin, localizada na região de Izumo-no-Kumi. Apesar disso, eles raramente a usavam. Na maioria das vezes, referem-se a seu estilo particular de jujutsu como Ywara ou Taijutsu. Portanto, fui o primeiro a divulgar o uso do termo “judô”. Da mesma maneira, o nome “kendo” era às vezes utilizado no kenjutsu, uma arte marcial conhecida desde tempos ancestrais. Atualmente, porém, o nome kendo, assim como judô, tem sido empregados mais largamente.

Nos últimos anos, em vez de se referir à minha arte pelo nome oficial “judô Kodokan”, a maioria das pessoas a chama simplesmente de judô. Contudo, o termo judô Kodokan é especial porque tem aplicação ampla e significado profundo. O instituto a que dei o nome de Kodokan é, portanto, o local onde a arte do judô é ensinada. Se eu quisesse apenas ensinar uma arte marcial, talvez tivesse batizado meu dojo de Renbukan (instituto para prática de artes marciais) ou quem sabe Shobukan (instituto militar). Evitei, contudo, usar esses nomes. O motivo principal da escolha do nome Kodokan é o fato de “dô”, do judô, significar “caminho” fundamental da vida em que as aptidões são utilizadas ou manifestas.

(Esse relato de Kano data de maio de 1882. Nos três artigos seguintes, algumas informações me foram fornecidas por terceiros.) Com base em sua ideologia, em 1882, com 21 anos de idade, Kano fundou seu Kodokan no Templo Eisho, na região de Shitaya, Tóqui. (Sr. Ochiai)

Texto extraído do livro Memórias de Jigoro Kano, de Brian N. Watson

Por que existem as federações?

Hoje gostaria de propor uma reflexão sobre a razão de existir e os objetivos das federações de judô estaduais e da Confederação Brasileira de Judô, sem contudo, tomar partido deste ou daquele dirigente.

Tenho observado ao longo da minha caminhada algumas situações que contrariam o espírito pelo qual se pauta nosso esporte. Algumas federações estaduais se pautam pelas capacidade de arrecadar dinheiro e pouco se preocupam com a difusão e popularização do judô. O judô é um esporte que tem em sua origem, a simplicidade e que hoje não pode ser praticado sem que haja um alto investimento, tanto da academia, quanto do próprio atleta.

As federações, em contrapartida, além de não abrirem mão do pagamento da inscrição de alunos carentes para propiciar que participem de competições, ainda monopolizam vagas para competições nacionais e internacionais e criam regras para beneficiar esta ou aquela academia.

Um curso de faixa-preta hoje gira em torno de R$ 1000,00 (isso mesmo, mil reais). As federações estaduais, salvo algumas exceções, tornaram-se oligarquias assemelhando-se em muitos pontos à nossa “querida” CBF, cujo presidente, nos fez o favor de feudalizar as federações estaduais. O fenômeno é um tanto parecido.

Se essas instituições não tem a capacidade de promover o esporte, por que existem? Onde fica o caráter social e a inclusão?

Não proponho um rompimento de paradigmas, mas gostaria que o trabalho a ser desempenhado fosse levado a sério, sem favorecimento ou enriquecimento.

Meus parabéns aos abnegados do judô que, faça chuva ou faça sol, se aperfeiçoam e não medem esforços para sempre fortalecer nossa arte suave.

Se você treina ju jutsu, agradeça a Jigoro Kano!

Já ouvi algumas vezes que na vida nada se cria, tudo se copia. De certa forma, o dito popular tem o seu fundo de verdade.

Os praticantes de ju jutsu, brasileiros bradam em alto e bom som que o saudoso Hélio Gracie foi o inventor do Ju Jutsu Brasileiro, contudo, os fatos históricos tratam por contrariar tal versão e não é preciso ir muito longe para constatar alguns fatos.

Hélio, foi aluno do próprio irmão, Carlos Gracie, que por sua vez foi aluno de Mitsuyo Maeda, também conhecido como Conde Koma. Maeda, teve a oportunidade ímpar de ter convivido com Jigoro Kano, não tendo, no entanto, sido seu aluno. Devido à sua pequena estatura, Maeda foi aluno de Tsunejiro Tomita, um dos amigos e alunos mais próximos de Jigoro Kano, que ensinava no Instituto Kodokan.

Ao contrário do que algumas pessoas afirmam, Maeda não ensinava Ju Jutsu, mas sim Judô. Hélio percebeu que não conseguia levar vantagem na luta em pé devido à sua pequena estatura, o que não ocorria na luta de solo. Partindo dessa constatação, o famoso praticante do Brazilian Ju Jutsu dedicou grande parte de sua vida ao aprimoramento das técnicas de solo.

English: Japanese judoka ,Mitsuyo Maeda in Cub...
Image via Wikipedia

Gostaria de ressaltar que respeito e gosto das técnicas ensinadas e difundidas pelo Ju Jutsu Brasileiro, contudo, é no mínimo injusto afirmar que Hélio é o pai do Ju Jutsu Brasileiro, se mesmo antes dele houve um primeiro Gracie a ensinar-lhe todas as técnicas de solo. Em uma posição mais divergente, a Federação de Jiu Jitsu Tradicional do Estado do Ceará lista Maeda como pai do Judô e Jiu Jitsu no Brasil: http://www.jiujitsutradicional.org.br/mestres/mestres4.php.

Acredito que o mérito de Hélio tenha sido a capacidade de popularizar o esporte, com forte auxílio de seus filhos que eram excepcionais lutadores.

Gosto de pensar que o Judô e o Ju Jutsu são artes que se complementam.

Domo Arigatô, ou como preferem meus amigos do Ju Jutsu… Ossssssss

Momento de reflexão

Meus caros,

O caminho da suavidade não se trilha apenas no aprendizado de técnicas e na educação do corpo para a execução de golpes. Superficialmente nos parece que o judô é uma arte cujo foco principal é a competição, mas existem muitos outros aspectos que fazem com que essa arte seja tão difundida em todo o planeta.

Visitei recentemente o site “thebestjudo.com” e achei um texto que gostaria de compartilhar com vocês. Boa leitura!

Conta-se que havia um jovem guerreiro que, por jogar diariamente com a vida e a morte devido à sua profissão, começou a se questionar sobre o problema do além. Desejava  saber o que era o céu e o inferno.

Quando seu coração já não podia mais suportar esse mistério, dirigiu-se a uma montanha em busca de um sacerdote ancião que o iluminasse com seus ensinamentos. Ao encontrá-lo, saudou-o reverentemente e lhe disse:
-Oh! Venerável senhor, desejaria que me instruísse sobre o que é o céu e o inferno.
_Esta pergunta é mais própria de um camponês do que  de um guerreiro como tu.
_Respondeu  o mestre  –A menos que sejas  um camponês disfarçado.
_O que dizes?–replicou o jovem samurai.
_Digo que nem parece um guerreiro, não somente por infantil pergunta, senão também pelas roupas que trazes. A esta altura o acidental discípulo já se mostrava vermelho de raiva em vista de semelhantes insultos, mas o sacerdote continuou.
_Tua falta de controle confirma minha suposição. Já não suportando mais, o samurai então desnudou sua espada e sua ira. Nesse momento, com um gesto enérgico o monge  lhe disse:
_ Observa, observa: isto é o inferno. Sentindo-se como que atravessado por uma flecha de vergonha, o jovem abaixou a cabeça, guardou cerimonialmente a espada e falou:
_Perdão, senhor, agora compreendo teu ensinamento.

—Ao que o mestre:
_Isto é o céu. “A honra é o domínio e a fortaleza internos”, dizia Mêncio. “E  ainda que me desnudes e me insultes que importa? Não poderias manchar minha alma com teu ultraje”. (texto, revista, planeta nº131-A)

Sei que às vezes pode parecer cliché, mas como sabiamente dizia Jigoro Kano, a maior vitória que se conquista, é a vitória sobre a própria ignorância.

Tenham todos uma ótima semana!