O desenvolvimento infantil através do Judô

Meus queridos,

Hoje tive acesso a um texto publicado no site www.judoctj.com.br, e lido no Facebook, que achei muito interessante e tomo a liberdade de publicar na íntegra. Façam bom proveito.

Judô Infantil

 

“É muito comum atualmente ver pais matricularem seus filhos no Judô, pois acreditam eles que por ser uma arte marcial japonesa, a criança será formada com valores como respeito, integridade, disciplina, entre outras coisas.

Isso é certo, mas também é errado. Não basta matricular o filho numa academia para achar que ele se tornará outra pessoa. A educação da criança deve ser o mais uniforme possível tanto em sua escola como em sua casa e em seu dojo (local de treino). As vezes, basta um exemplo aparentemente inocente dado pelos pais que a criança copia e aprende de modo equivocado (como o caso do vaso roubado). Além disso, a grande vantagem do judô para as crianças não é o fato de ser uma arte marcial japonesa com seus conceitos rígidos, mas outros muito mais importantes.

Segundo Piaget – cientista que estudou os estágios de desenvolvimento infantil – a criança passa por algumas fases durante o seu crescimento. Normalmente quando matriculadas no Judô, as crianças encontram-se na fase que Piaget chama de Estágio Pré-Operatório (entre 2 e 7 anos de idade). Esta fase é também chamada de fase intuitiva, e é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, e é nesta fase que a criança usa a estratégia do jogo simbólico para organizar e compreender o mundo, além de usar o jogo para livrar-se de algumas angústias.

No jogo simbólico, a criança fantasia a realidade. Diz que seu carrinho de brinquedo é uma nave espacial, e que seu boneco tem superpoderes. Diz que duas pedras no chão é a base secreta, e se passa uma formiga, é um dinossauro gigante. Tudo isso faz muito sentido para a criança, apesar de que, as vezes para os adultos, é uma fantasia irrelevante.

Meninas se divertindo com o Judô

O judô trabalha muito com jogos simbólicos. É durante o treino que a criança cria certas fantasias para poder entender um golpe, entender a sua relação com a outra criança, entender que as vezes ela pode machucar o outro. Muitas vezes, a criança acha que o Judogi (kimono) é uma armadura que lhe dá poderes, e com isso, ela se sente capaz de usar o corpo para realizar os movimentos aprendidos, e assim, desenvolver sua capacidade motora.

Nessa fase do desenvolvimento infantil, a criança normalmente é egocêntrica, de modo que não consegue colocar-se no lugar de outra de maneira abstrata. O Judô trabalha isso com os jogos, as lutas e principalmente com a graduação. À medida que a criança cresce, ela se gradua, e ela percebe que deve ser exemplo para as crianças menos graduadas, que vão seguir o mesmo caminho que ela seguiu.

O respeito pelo outro é trabalhado no judô tanto através da graduação, onde a criança mais graduada percebe que deve ser exemplo, e a menos graduada percebe que deve respeitar tanto o professor como as crianças mais graduadas, como também é desenvolvido através do treino. Uma técnica pode machucar, e por isso, não deve ser aplicada para machucar o colega de treino. A criança aprende que ultrapassar os limites do seu próprio corpo pode significar machucar um amigo, e por isso, é preciso desenvolver um auto-controle.

Os jogos tem outro papel importante nesta fase do desenvolvimento: para a criança, o jogo não é apenas uma brincadeira, mas é um modo de organizar o mundo e entender qual o seu papel nesse mundo. Por isso, muitas vezes a criança não aceita a derrota com facilidade. As vezes cria estratégias nos jogos para modificar as regras e sair sempre vencendo, pois a derrota afeta sua auto-estima.

No Judô, as competições servem para trabalhar a derrota. Desde os treinos dentro do dojo, a criança vai aprendendo que numa luta, apesar de um vencer e outro perder, aquilo é momentâneo. Em competição, isso é trabalhado ao extremo, pois a criança é colocada para lutar contra uma outra criança normalmente desconhecida, e seus pais, amigos e o seu sensei estão lá torcendo por ela. Ela sente uma obrigação maior em vencer. É fundamental, neste momento, que desde o início a criança já esteja preparada para a derrota, e entenda a derrota não como a sua incompetência, mas sim, como algo natural que ela use para crescer e desenvolve-se, sem se colocar como um eterno perdedor. Por isso, as escolas de Judô realizam campeonatos internos, pois as crianças disputam contra conhecidos e tem seus pais torcendo, e nestes campeonatos o Sensei pode em cada luta ensinar o papel daquela derrota, e mostrar que é através de certas derrotas que cada vez mais vencemos.”

Como amarrar a faixa

Amarrar a faixa é tão básico e fundamental que por vezes o assunto deixa de ser abordado.

Recentemente tive uma discussão muito interessante durante o curso de faixas pretas sobre o assunto, foi então que percebi o quanto um assunto tão simples pode gerar tanta polêmica.

A maneira que a gravura abaixo descreve, pode ser achada no livro Judô Infntil, escrito por Antonio Francisco Cordeiro Roza, na página 41.

Como amarrar a faixa

Também Bruce Tegner, no livro Guia Completo de Judô, descreve, no entanto sem ilustrações, a correta amarração da faixa. Ele enfatiza que a sequência correta é direita sobre a esquerda e depois da esquerda sobre a direita, tal qual nos mostra a figura.

Tentei pesquisar, no entanto sem êxito, o porquê de tais explicações. O fato é que em nosso esporte esse não é o único exemplo onde o lado direito prevalece sobre o esquerdo. Ao assumirmos a posição sei za também abaixamos primeiro a perna esquerda e quando na posição, a ponta do pé direito fica sobre a do esquerdo.

Se alguém tiver algo a acrescentar sobre o assunto, a discussão seria muito bem vinda.

Tenham todos uma ótima semana!

Judogi – 柔道着

Esse artigo foi publicado no blog Judô: modo de usar. Fala sobre a meneira correta de se utilizar o quimono e assuntos relacionados.

Achei muito interessante e digno de ser compartilhado.

Bom final de semana a todos!

Judogi – 柔道着.

O judô e a aprendizagem global

Olá meus amigos,

Venho trazer hoje uma reportagem interessante sobre o aprendizado do judô.

Quem de nós nunca presenciou, ou teve notícias de médicos, psicólogos ou profissionais da área da educação que recomendaram o judô para crianças com problemas de indisciplina, déficit de atenção, hiper-atividade ou mesmo para preencher o tempo livre?

O judô traz, além dos benefícios físicos, uma gama de conhecimentos na área da história mundial, com especial enfoque na história do Japão e no contexto onde a criação do judô está inserida. Traz também um sólido código moral e ético, que faz com que o judoca seja reconhecido e bem quisto onde quer que ande.

Em tempos onde a modernidade parece suprimir certos valores, a tradição judoística os cultua.

Para exemplificar alguns dos benefícios eis um interessante exemplo:

Tenham uma boa semana!