Por que existem as federações?

Hoje gostaria de propor uma reflexão sobre a razão de existir e os objetivos das federações de judô estaduais e da Confederação Brasileira de Judô, sem contudo, tomar partido deste ou daquele dirigente.

Tenho observado ao longo da minha caminhada algumas situações que contrariam o espírito pelo qual se pauta nosso esporte. Algumas federações estaduais se pautam pelas capacidade de arrecadar dinheiro e pouco se preocupam com a difusão e popularização do judô. O judô é um esporte que tem em sua origem, a simplicidade e que hoje não pode ser praticado sem que haja um alto investimento, tanto da academia, quanto do próprio atleta.

As federações, em contrapartida, além de não abrirem mão do pagamento da inscrição de alunos carentes para propiciar que participem de competições, ainda monopolizam vagas para competições nacionais e internacionais e criam regras para beneficiar esta ou aquela academia.

Um curso de faixa-preta hoje gira em torno de R$ 1000,00 (isso mesmo, mil reais). As federações estaduais, salvo algumas exceções, tornaram-se oligarquias assemelhando-se em muitos pontos à nossa “querida” CBF, cujo presidente, nos fez o favor de feudalizar as federações estaduais. O fenômeno é um tanto parecido.

Se essas instituições não tem a capacidade de promover o esporte, por que existem? Onde fica o caráter social e a inclusão?

Não proponho um rompimento de paradigmas, mas gostaria que o trabalho a ser desempenhado fosse levado a sério, sem favorecimento ou enriquecimento.

Meus parabéns aos abnegados do judô que, faça chuva ou faça sol, se aperfeiçoam e não medem esforços para sempre fortalecer nossa arte suave.

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