Esse artigo foi publicado no blog Judô: modo de usar. Fala sobre a meneira correta de se utilizar o quimono e assuntos relacionados.
Achei muito interessante e digno de ser compartilhado.
Bom final de semana a todos!
Esse artigo foi publicado no blog Judô: modo de usar. Fala sobre a meneira correta de se utilizar o quimono e assuntos relacionados.
Achei muito interessante e digno de ser compartilhado.
Bom final de semana a todos!
Trago a vocês mais um dos livros que li a respeito da nossa arte suave. O “Guia Completo de Judô – do principiante ao faixa-preta” é um, de muitos livros escritos por Bruce Tegner, que contabilizou mais de 80 títulos no currículo, incluindo assuntos como defesa pessoal e judô. Esse judoca, que iniciou a prática do judô com apenas 2 anos de idade, teve os pais por primeiros mestres, por serem ambos faixas-preta de judô e ju jutsu.
A versão que tenho em minhas mãos data de 1967, e considero uma preciosidade. Este livro foi dividido em 5 partes que falam sobre princípios, golpes, projeções no estilo antigo, prática esportiva e defesa pessoal básica.
O capítulo que considerei de forma mais especial, trata de assuntos tão básicos para a prática do judô que há tempos não vejo sendo abordados: a etiqueta no dojô, Ki-ya, cuidados com o uniforme, etc.
A simplicidade na descrição das técnicas e as 787 ilustrações são o diferencial deste livro que, sem sombra de dúvida, vale a pena ser lido.
Recomendo!
Já ouvi algumas vezes que na vida nada se cria, tudo se copia. De certa forma, o dito popular tem o seu fundo de verdade.
Os praticantes de ju jutsu, brasileiros bradam em alto e bom som que o saudoso Hélio Gracie foi o inventor do Ju Jutsu Brasileiro, contudo, os fatos históricos tratam por contrariar tal versão e não é preciso ir muito longe para constatar alguns fatos.
Hélio, foi aluno do próprio irmão, Carlos Gracie, que por sua vez foi aluno de Mitsuyo Maeda, também conhecido como Conde Koma. Maeda, teve a oportunidade ímpar de ter convivido com Jigoro Kano, não tendo, no entanto, sido seu aluno. Devido à sua pequena estatura, Maeda foi aluno de Tsunejiro Tomita, um dos amigos e alunos mais próximos de Jigoro Kano, que ensinava no Instituto Kodokan.
Ao contrário do que algumas pessoas afirmam, Maeda não ensinava Ju Jutsu, mas sim Judô. Hélio percebeu que não conseguia levar vantagem na luta em pé devido à sua pequena estatura, o que não ocorria na luta de solo. Partindo dessa constatação, o famoso praticante do Brazilian Ju Jutsu dedicou grande parte de sua vida ao aprimoramento das técnicas de solo.

Gostaria de ressaltar que respeito e gosto das técnicas ensinadas e difundidas pelo Ju Jutsu Brasileiro, contudo, é no mínimo injusto afirmar que Hélio é o pai do Ju Jutsu Brasileiro, se mesmo antes dele houve um primeiro Gracie a ensinar-lhe todas as técnicas de solo. Em uma posição mais divergente, a Federação de Jiu Jitsu Tradicional do Estado do Ceará lista Maeda como pai do Judô e Jiu Jitsu no Brasil: http://www.jiujitsutradicional.org.br/mestres/mestres4.php.
Acredito que o mérito de Hélio tenha sido a capacidade de popularizar o esporte, com forte auxílio de seus filhos que eram excepcionais lutadores.
Gosto de pensar que o Judô e o Ju Jutsu são artes que se complementam.
Domo Arigatô, ou como preferem meus amigos do Ju Jutsu… Ossssssss
É muito comum que pessoas envolvidas ou interessadas no judô se interessem pela história, técnicas, filosofia e outros aspectos relacionados ao esporte. O que tenho percebido é que alguns professores carecem de suporte pedagógico na sua formação como faixas-pretas e no dia-a-dia, quando das aulas ministradas pelos tatames Brasil afora.
Temos que ter em mente que um dos atores que mais influencia psicologicamente a criança, é o professor. Por isso, “ele precisa estar sempre atualizado, ler muito, e tomar conhecimento dos diferentes aspectos do desenvolvimento infantil”. (Antonio Francisco Cordeiro Rosa)
O planejamento deve ser diferenciado levando em consideração a faixa etária do aluno e também os objetivos a serem alcançados. Muitas vezes é inviável que se criem turmas diferentes com objetivos específicos. O mais comum é que as turmas sejam divididas por faixa etária e dentro da turma existam alunos com as mais diversas metas, desde sair do sedentarismo à busca de uma medalha olímpica. Por esses motivos é que o professor deve buscar o tratamento individualizado, respeitando as características e anseios individuais, e também as limitações de cada um.
Quando um faixa preta vai para o tatame ensinar, ele deve estar preparado para formar muito mais que atletas, está em sua mão também a responsabilidade de ensinar valores, ética e respeito ao próximo. Sabemos que tais afirmações ficam em um plano muito abstrato quando não se tem formação na área da educação, mas é possível difundir essa cultura.
Já ouvi algumas discussões no sentido de que apenas professores de educação física deveriam dar aulas de artes marciais, mas ter diploma universitário é suficiente para o domínio de técnicas, cuja prática nos mostra, que só podem ser dominadas depois de anos de treinamento e dedicação? Acredito que o judoca dedicado busca o aperfeiçoamento pessoal de maneira a transmitir o conhecimento e propagar as melhores práticas de ensino e do judô.

Cada aula deve prescindir da utilização de um plano de aula, que deve conter os objetivos gerais e específicos, listar os exercícios de aquecimento, alongamento, técnicas a serem ensinadas e quaiquer outros pontos de interesse. Nesse mesmo documento, devem ser registrados eventos tais como lesões, presença de alunos ou qualquer outro evento que possa ser questionado posteriormente. Esse documento tem validade jurídica, e pode servir como prova caso as atitudes do professor venham a ser questionadas no futuro.
Podemos voltar a abordar esse assunto no futuro de maneira mais específica, realmente abordando os aspectos mais procedimentais do documento, mas a intenção desse artigo era chamar a atenção e a reflexão a respeito do assunto.
Tenham todos uma excelente semana.
“O judoca é o que possui: humildade para aprender aquilo que lhe ensinam, paciência para ensinar o que aprendeu aos seus semelhantes e fé para acreditar naquilo que não compreende. Saber cada dia um pouco mais e usá-lo todos os dias para o bem”.
JIGORO KANO