Olá meus queridos,
Demorei bastante tempo para essa nova postagem por alguns motivos de caráter pessoal, mas acima de tudo em virtude da escassez de material especializado.
Aproveito para compartilhar um assunto de extremo interesse social.
Bom proveito!!!
Segundo Ramon Macedo, para o deficiente visual, a imagem do corpo, bem como sua interação com o meio-ambiente, são conceitos abstratos, porque eles não dispõem de referencias visuais. Por essa razão, eles acabam por desenvolver os outros sentidos.
Devido às dificuldades inerentes à ausência de visão, os deficientes visuais acabam por desenvolver o sedentarismo, a falta de equilíbrio e outros problemas relacionados.
O judô pode atuar como via determinante para a auto-descoberta, bem como meio de desenvolvimento da mobilidade independente e da orientação segura.

O judô é praticado por atletas cegos e com deficiência visual que, divididos em categorias por peso, lutam segundo as mesmas regras da Federação Internacional de Judô.
Poucos aspectos diferem do judô convencional. São eles: os atletas iniciam a luta com a pegada feita (um segurando no quimono do outro), a luta é interrompida quando os oponentes perdem o contato e não há punições para quem sai da área de combate.
Judocas das três categorias oftalmológicas, B1 (cego), B2 (percepção de vulto) e B3 (definição de imagem) lutam entre si. O atleta B1 é identificado com um círculo vermelho em cada ombro do quimono.
O sistema de pontuação é igual ao olímpico e sua prática pode ser feita entre atletas cegos e não-cegos.